Iniciativas

Um dos focos de ação da Rede está na promoção de “estilos de vida sustentáveis”. O dia-a-dia nas grandes metrópoles tornou-se insustentável como modelo de consumo do tempo, seja do chamado “tempo produtivo” em que passamos em nossos ambientes de trabalho, seja no “tempo de deslocamento”, em ônibus, metrôs e automóveis em engarrafamentos cada vez mais comuns, e mesmo no “tempo de lazer”, quando a televisão ganha protagonismo e os artefatos tecnológicos de conexão viram “a maneira de se relacionar”.

Rosiska

Há também o “tempo doméstico”, quando as tarefas desigualmente desempenhadas por homens e mulheres nos cuidados com a família transformam as atividades do lar em um fardo sobre a mulher que trabalha e que é politicamente ativa.

Rosiska Darcy de Oliveira, membro da Academia Brasileira de Letras e autora do livro “Reengenharia do Tempo”, inspirou um grupo de trabalho na Rede de Mulheres que vem se dedicando a formular novos padrões de uso sustentável do tempo. A iniciativa provoca a necessária discussão sobre o uso do tempo na sociedade atual e sobre como desonerar as mulheres de imposições que têm sua origem em uma sociedade desenhada para o protagonismo dos homens, em um tempo em que as mulheres eram confinadas ao espaço “privado” de suas casas e famílias. As mulheres saíram à rua, mas pouco modificaram o espaço-tempo em que passaram a atuar.

A proposta da Rede é, em parceria com o PNUMA Brasil, realizar uma pesquisa de opiniãopara identificar agendas prioritárias e ações concretas a serem oferecidas a instituições, governos e movimentos dispostos a pensar novas institucionalidades e novos padrões de uso do tempo. Como diz Rosiska,




Ações que inspiram

Quanto tempo o tempo tem: filme traz importante reflexão sobre o tema

O documentário "Quanto tempo o tempo tem", de Adriana Dutra, traz uma excelente reflexão sobre esta importante questão que está no cerne da iniciativa Vidas Sustentáveis: Uma Ecologia do Tempo, da Rede de Mulheres.