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Manifestações por igualdade de direitos marcam o Dia Internacional da Mulher

Milhares de mulheres em todo o mundo foram às ruas no último dia 8 de março, quando se comemora o Dia internacional da Mulher. No Brasil, cidades como Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo registraram grandes passeatas. Melhores condições de trabalho, o fim da violência contra a mulher, a equidade de salários com os homens, o fim da criminalização contra o aborto foram algumas pautas defendidas nas manifestações.

Em Paris, milhares de mulheres se reuniram na Praça da República, em um protesto dedicado à romancista turca Asli Erdogan, proibida de deixar a Turquia enquanto enfrenta um processo na Justiça por suposta propaganda terrorista. A escritora pode ser condenada à prisão perpétua.

Em muitos países em todo o mundo, mas do que passeatas as mulheres se organizaram para fazer greve geral. Foi o caso de Roma, que realizou assembleias em setores públicos e privados como transporte, educação e saúde. Centenas de mulheres se reuniram em frente ao Coliseu para pedir igualdade salarial e mais cargos de chefias no mundo corporativo.

Na índia, onde a desigualdade entre homens e mulheres ainda é alarmante às mulheres foram às ruas para condenar o toque de recolher imposto às mulheres no país.

Já os organizadores da Marcha das Mulheres nos Estados Unidos, que levou cerca de três milhões de pessoas às ruas em janeiro em protesto contra Trump convocaram para o 8 de março o Dia sem Mulheres, pedindo para que as trabalhadoras não fossem trabalhar no dia para mostrar a força econômica da mulher na sociedade.

No Brasil, uma gafe presidencial marcou a data. Em discurso oficial, o presidente Michel Temer exaltou a participação da mulher na economia afirmando que “ninguém é capaz de indicar os desajustes de preço no supermercado mais do que a mulher. Ninguém é capaz de melhor detectar as flutuações econômicas  do que a mulher, pelo orçamento doméstico”. Temer foi duramente criticado nas redes sociais pelo discurso.


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