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Rede de Mulheres debate o uso sustentável do tempo

A série de “rodas de conversa” promovida pela Rede de Mulheres em São Paulo, Rio de Janeiro, visa engajar grupos de participantes, simpatizantes e convidados -  para conhecer e comentar o tema da atividade: “Produzir, consumir, viver e imaginar: novos padrões de uso sustentável do tempo”. Leva em consideração o contexto atual, que inclui os seguintes fatores: vivemos um movimento mundial que busca padrões de vida mais sustentáveis; o estilo urbano tornou-se dominante e deve ser valorizado sob uma nova ótica e uma nova prática que traga mais saúde e bem-estar. Também considera a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho e o aumento da liderança feminina em diversas áreas de atuação e; o surgimento de novos movimentos de mulheres e sua preocupação com a qualidade de vida.

As rodas iniciaram em São Paulo, na Associação Brasileira de Anunciantes, ABA, seguidas da Escola Superior de Propaganda e Marketing, ESPM, em novembro de 2016 e no Sindicato das Agências de Navegação Marítima e Atividades Afins do Estado do Rio de Janeiro, SindaRio, em dezembro.

 “O tempo é escasso, finito, não renovável, portanto, é um bem raro”. Com essa definição, a presidente da Rede de Mulheres, Iêda Novais, abriu a primeira roda de conversa no Paraná, em Foz do Iguaçu,  em março na última semana, sobre a pesquisa levando o tema “Produzir, consumir, viver e imaginar: padrões sustentáveis de uso do tempo”. O evento foi uma iniciativa do Comitê de Equidade de Gênero da Itaipu em comemoração ao mês da mulher. Cerca de 50 mulheres - gerentes da Itaipu, empreendedoras e empresárias - participaram da atividade a convite da conselheira da Rede e diretora financeira executiva da Itaipu, Margaret Groff.

A coordenadora da pesquisa atividade, Samyra Crespo, destacou uma série de pesquisas lançadas na semana em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher que mostram o quanto a mulher segue sobrecarregada em sua dupla, ou mesmo tripla jornada: são 7,5 horas semanais a mais que os homens na última década. Além disso, 53% dos brasileiros levam trabalho para casa, quando nos Estados Unidos esse percentual é de 37% e na Europa 34%.  Dos 53%, a maioria, 64%, são mulheres.

Tanto trabalho tem tornado cada vez menor o tempo do lazer, dos afetos, do ócio criativo e mesmo do ócio pelo ócio. E o problema não termina na falta de tempo, mas na qualidade do tempo vivido. Diversos depoimentos ouvidos durante a roda de conversa demonstraram isso. Como ter tempo para a família e para carreira? Voltar ou não da licença-maternidade? Casar ou investir na carreira? As soluções encontradas para resolver esses dilemas são diversas, mas a sensação de que as empresas e as cidades podem e devem fazer mais para ajudar as mulheres em suas múltiplas jornadas é unânime e mostra que a gestão do tempo não pode ser resolvida apenas por uma definição pessoal, mas precisa ser tratada também como política pública.

Depois de Foz do Iguaçu, foi a vez de Curitiba receber a Rede de Mulheres para uma roda de conversa sobre o mesmo tema. Mais de 70 mulheres do Espaço Mulheres Executivas (MEX) debateram a qualidade do tempo vivido. Chamaram atenção nos dois encontros alguns depoimentos tocantes de mulheres que só encontraram tempo para si quando foram forçadas a parar de trabalhar por estarem sofrendo com sérios problemas de saúde. Encerramos as discussões em Brasilia, no seminário da Associação Brasileira de Anunciantes, em março de 2017.

 

Assista aos vídeos das Rodas de Conversa em Curitiba e Foz do Iguaçu:

Foz do Iguaçu - Itaipu Binacional: https://goo.gl/pgzuYN

Curitiba - Espaço Mulheres Executivas: https://goo.gl/ivQoYV

São Paulo - Cubo-Itaú: https://goo.gl/pzBy34


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