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Rede de Mulheres debate pesquisa sobre uso sustentável do tempo no Paraná

“O tempo é escasso, finito, não renovável, portanto, é um bem raro”. Com essa definição, a presidente da Rede de Mulheres, Iêda Novais, abriu a primeira roda de conversa no Paraná, na última semana, sobre a pesquisa “Produzir, consumir, viver e imaginar: padrões sustentáveis de uso do tempo”. O evento foi uma iniciativa do Comitê de Equidade de Gênero da Itaipu em comemoração ao mês da mulher. Cerca de 50 mulheres - gerentes da Itaipu, empreendedoras e empresárias - participaram da atividade a convite da conselheira da Rede e diretora financeira executiva da Itaipu, Margaret Groff.

A coordenadora da pesquisa, Samyra Crespo, destacou uma série de pesquisas lançadas na semana em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher que mostram o quanto a mulher segue sobrecarregada em sua dupla, ou mesmo tripla jornada: são 7,5 horas semanais a mais que os homens na última década. Além disso, 53% dos brasileiros levam trabalho para casa, quando nos Estados Unidos esse percentual é de 37% e na Europa 34%.  Dos 53%, a maioria, 64%, são mulheres.

Tanto trabalho tem tornado cada vez menor o tempo do lazer, dos afetos, do ócio criativo e mesmo do ócio pelo ócio. E o problema não termina na falta de tempo, mas na qualidade do tempo vivido. Diversos depoimentos ouvidos durante a roda de conversa demonstraram isso. Como ter tempo para a família e para carreira? Voltar ou não da licença-maternidade? Casar ou investir na carreira? As soluções encontradas para resolver esses dilemas são diversas, mas a sensação de que as empresas e as cidades podem e devem fazer mais para ajudar as mulheres em suas múltiplas jornadas é unânime e mostra que a gestão do tempo não pode ser resolvida apenas por uma definição pessoal, mas precisa ser tratada também como política pública.

Um dia depois de Foz do Iguaçu, foi a vez de Curitiba receber a Rede de Mulheres para uma roda de conversa sobre o mesmo tema. Mais de 70 mulheres do Espaço Mulheres Executivas (MEX) debateram a qualidade do tempo vivido. Chamaram atenção nos dois encontros alguns depoimentos tocantes de mulheres que só encontraram tempo para si quando foram forçadas a parar de trabalhar por estarem sofrendo com sérios problemas de saúde.

Nos próximos meses, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília receberão a Rede de Mulheres para debaterem a pesquisa que é inédita e será lançada em agosto. As rodas de conversa servirão de base para a pesquisa que levará em consideração o contexto atual, que inclui os seguintes fatores: vivemos um movimento mundial que busca padrões de vida mais sustentáveis; o estilo urbano tornou-se dominante e deve ser valorizado sob uma nova ótica e uma nova prática que traga mais saúde e bem-estar. Também considera a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho e aumento da liderança feminina em diversas áreas de atuação; surgimento de novos movimentos de mulheres e sua preocupação com a qualidade de vida. 

Assista aos vídeos das Rodas de Conversa em Curitiba e Foz do Iguaçu:

Foz do Iguaçu - Itaipu Binacional: https://goo.gl/pgzuYN

Curitiba - Espaço Mulheres Executivas: https://goo.gl/ivQoYV


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