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Rede de Mulheres debate o uso sustentável do tempo em diversas capitais

A série de “rodas de conversa” promovida pela Rede de Mulheres no Rio de Janeiro, em São Paulo, Curitiba, Foz do Iguaçu e Brasília visou engajar grupos de participantes, simpatizantes e convidados no tema da iniciativa “Produzir, consumir, viver e imaginar: novos padrões de uso sustentável do tempo”. A iniciativa leva em consideração diversos aspectos da conteporaneidade, como o fato de vivermos um movimento global de busca por padrões de vida mais sustentáveis, e a predominância do estilo de vida urbano - que deve ser valorizado sob uma nova ótica e uma nova prática, que traga mais saúde e bem-estar. Também considera a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho e o aumento da liderança das mulheres em diversas áreas, o surgimento de novos movimentos de mulheres e sua preocupação com a qualidade de vida.

Ainda em 2016, as rodas aconteceram na Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), ambas em São Paulo, e no Sindicato das Agências de Navegação Marítima e Atividades Afins do Estado do Rio de Janeiro (SindaRio).

As atividades de 2017 iniciaram no estado do Paraná. “O tempo é escasso, finito, não renovável, portanto, é um bem raro”. Com essa definição, a presidente da Rede de Mulheres, Iêda Novais, abriu a roda de conversa em Foz do Iguaçu. O evento foi uma iniciativa do Comitê de Equidade de Gênero da Itaipu em comemoração ao mês da mulher. Cerca de 50 mulheres - gerentes da Itaipu, empreendedoras e empresárias - participaram da atividade a convite da conselheira da Rede e diretora financeira executiva da Itaipu, Margaret Groff.

Depois foi a vez de Curitiba receber a Rede de Mulheres para uma roda de conversa sobre o mesmo tema. Mais de 70 mulheres do Espaço Mulheres Executivas (MEX) debateram a qualidade do tempo vivido. Chamaram atenção nos dois encontros alguns depoimentos tocantes de mulheres que só encontraram tempo para si quando foram forçadas a parar de trabalhar por estarem sofrendo com sérios problemas de saúde. Na sequência, o Cubo-Itaú, em São Paulo, convidou 60 mulheres para debater o tema e encerramos as discussões em Brasilia, com a ABA.

Nas rodas, a coordenadora das atividades, Samyra Crespo, destacou uma série de pesquisas lançadas em 2017 que mostram o quanto a mulher segue sobrecarregada em sua dupla, ou mesmo tripla jornada: são 7,5 horas semanais a mais que os homens na última década. Além disso, 53% dos brasileiros levam trabalho para casa, quando nos Estados Unidos esse percentual é de 37% e na Europa 34%.  Dos 53%, a maioria, 64%, são mulheres.

Tanto trabalho tem tornado cada vez menor o tempo do lazer, dos afetos, do ócio criativo e mesmo do ócio pelo ócio. E o problema não termina na falta de tempo, mas na qualidade do tempo vivido. Diversos depoimentos ouvidos durante a roda de conversa demonstraram isso. Como ter tempo para a família e para carreira? Voltar ou não da licença-maternidade? Casar ou investir na carreira? As soluções encontradas para resolver esses dilemas são diversas, mas a sensação de que as empresas e as cidades podem e devem fazer mais para ajudar as mulheres em suas múltiplas jornadas é unânime e mostra que a gestão do tempo não pode ser resolvida apenas por uma definição pessoal, mas precisa ser tratada também como política pública.

Assista os vídeos das Rodas de Conversa no Paraná e no Itaú, em São Paulo:

Foz do Iguaçu - Itaipu Binacional: https://goo.gl/pgzuYN

Curitiba - Espaço Mulheres Executivas: https://goo.gl/ivQoYV

São Paulo - Cubo-Itaú: https://goo.gl/pzBy34


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